Mulheres na Segunda Guerra Mundial

A fotografia de Alfred Palmer mostra trabalhadoras responsáveis pelos acabamentos em bicos transparentes de aviões de bombardeio e combate na Douglas Aircraft Co. em Long Beach , Califórnia , em 1942 . The Museum of Fine Arts , Houston.
A fotografia de Alfred Palmer mostra mulheres trabalhando no acabamento de pontas de aviões de bombardeio e combate, na Douglas Aircraft Co. em Long Beach, Califórnia, 1942 . The Museum of Fine Arts, Houston.

Durante a guerra, mulheres assumiram funções estratégicas, seja trabalhando nas fábricas produzindo artefatos de guerra, seja cuidando de suas famílias e colaborando com as medidas de segurança e sobrevivência. Cartazes, revistas, filmes e desenhos animados funcionaram como propaganda de guerra, orientando e estimulando mulheres a ocupar um papel importante na manutenção do sistema bélico.

"Out of the frying pan into the firing line" ( Da panela de fritura para a linha de fogo) é um curta animado produzido pela Disney em 1942. Na história, Minnie está prestes a dar ao Pluto gordura de bacon, quando o narrador interrompe encorajando donas de casa da América a guardar restos de gorduras de cozinha e entregá-las a um "açougueiro do bairro, que está cooperando patrioticamente". As gorduras eram utilizados para fazer  glicerina, matéria-prima de munições.
“Out of the frying pan into the firing line” ( Da panela de fritura para a linha de fogo) é um curta animado produzido pela Disney em 1942. Na história, Minnie está prestes a dar ao seu cachorro Pluto gordura de bacon, quando o narrador a interrompe encorajando donas de casa da América a guardar restos de gorduras de cozinha e entregá-las a um “açougueiro do bairro, que está cooperando patrioticamente”. As gorduras eram utilizados para fazer glicerina, matéria-prima de munições.
Poster de J. Howard Miller, 1943, feito para a fábrica  Westinghouse Electric Corporation, com o objetivo de levantar a moral de suas trabalhadoras. Com muitos homens em campos de batalha, indústrias abriram suas portas para a mão-de-obra feminina.
Pôster de J. Howard Miller, de 1943, feito para a fábrica Westinghouse Electric Corporation, com o objetivo de levantar a moral de suas trabalhadoras. Com muitos homens em campos de batalha, indústrias abriram portas para a mão-de-obra feminina. O lenço na cabeça servia para evitar que faíscas queimassem os cabelos. Atualmente o cartaz é conhecido como Rosie the Riveter e vem sendo usado desde a década de 1980 para expressar ideais igualitários feministas.

Estima-se que entre 8 e 16 milhões de mulheres foram empregadas em indústrias aeronáuticas, automobilísticas, de equipamentos eletrônicos, dentre tantas outras, que tinham então sua produção orientada para a guerra. Vagas de trabalhos considerados “masculinos”, agora chegavam a ser ocupados por mulheres em até 50%.

Sobretudo, a experiência de trabalho transformou a vida de muitas mulheres que se viram temporariamente em uma posição de prestígio social e relativa independência. Nos EUA, Phyllis McKey Gould foi uma das muitas soldadoras e conta, no episódio 03 da série “The Genius of Design”, que além da evidente contribuição com a mobilização de guerra, uma grande motivação para assumir estes serviços era o salário:

eu gastei parte do meu dinheiro com lingerie sofisticada e discos do Frank Sinatra.

Agnes Patterson Moore lembra que escutou no rádio do carro um chamado às mulheres – “façam algo pelo seu país! Vão aos Estaleiros Navais Richmond e tornem-se soldadoras!” e pensou – “uau, este é um trabalho importante. Estão pedindo pelo rádio”.

 Crachá de identificação de Agnes Moore, soldadora no Estaleiro Richmond Kaiser, na Califórnia.
Crachá de identificação de Agnes Moore, soldadora no Estaleiro Richmond Kaiser, na Califórnia.

Agnes e Phyllis encararam a tarefa de soldadoras com grande comprometimento e responsabilidade, apesar da inexperiência na função. Phyllis diz que apesar de seu trabalho ter sido juntar partes de navios, nunca chegou a ver um.

Com o fim da guerra e também do racionamento de tecidos, as roupas para mulheres ficaram novamente “ultrafemininas”: acinturadas, coloridas, estampadas, com laços e babados. NJ Stevenson, em Cronologia da Moda, explica que uma das fortes razões para esta mudança foi que a força de trabalho masculina estava de volta para ocupar seus antigos empregos e mulheres foram encorajadas a retomar seus  tradicionais papéis como donas de casa.

Ilustrações para Horrockses, c.1950.
Ilustrações para Horrockses Fashions, c.1950.

E você, como acha que mulheres reagiram às mudanças pós-guerra?

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